Mais do que uma
câmera na mão e o domínio de conhecimentos técnicos, o
fotógrafo precisa ter interesse em observar o mundo. Com sensibilidade e olhar aguçado, não deixará escapar flagrantes que contêm histórias, registrem acontecimentos ou, apenas, capturem momentos de rara beleza – porque a
fotografia é também uma forma de expressão artística. Tem sido assim desde 1826, quando o francês Joseph Niepce fez a primeira imagem
fotográfica, preservada até hoje: uma paisagem vista da janela de sua casa de campo na cidade de Gras, na França. Autodidatas, na maioria das vezes, os fotógrafos dessas áreas se aprimoram com a prática. Até 1999, os interessados em aprender ou se aperfeiçoar em
fotografia só contavam com
cursos profissionalizantes . Neste ano, foi criado o primeiro
curso brasileiro de nível superior, nas Faculdades Senac, em São Paulo. As oportunidades de trabalho, escassas na última metade da década dos 90, começam a crescer, especialmente no campo da digitalização de
fotos para transmissão de imagens pela internet e na criação de home pages. A competitividade é grande nos campos de fotojornalismo (reportagem fotográfica e edição para jornais, revistas, assessorias de imprensa) e fotopublicidade (moda, anúncios, produtoras de cinema), que não requerem formação acadêmica para a obtenção de registro profissional no Ministério do Trabalho. Também mostram-se promissoras áreas que exigem alto grau de especialização. É o caso da
fotografia pericial, que documenta, por exemplo, cenas de um crime para processos judiciais; ou ainda
fotografias científicas e de arquitetura. Profissionais dessas áreas devem dominar técnicas de preservação, indispensáveis para o trabalho em museus, galerias, exposições, acervos, institutos de pesquisa, ateliês de restauração e arquivos de
fotos . Se abrir seu próprio estúdio, poderá realizar todo tipo de trabalho, desde a documentação de eventos (festas e comemorações institucionais e familiares) até a confecção de books de modelos e
fotos para a imprensa ou para publicidade. O fotógrafo iniciante precisa batalhar arduamente para conseguir uma vaga em empresas jornalísticas, que contratam pouco em relação às agências de publicidade, as grandes empregadoras. O salário médio inicial pode variar de R$ 800 a R$ 2 mil. Em geral, os primeiros passos na carreira acontecem na condição de free-lancer, profissional autônomo que recebe por trabalho realizado.